
Pois é, tem dias que um certo cansaço nos toma de tal forma que não há como evitar aquela expressão quase trágica que vai se desenhando no corpo físico, somando traços - vincos - ao desenho dos tantos outros cansaços vividos.
É o cansaço de tristeza, está tudo dito ali naquela máscara compulsoriamente colada ao rosto, em corpo de contornos opacos, como que roubado de energia vital.
Uma tristeza evidente que tentamos negar, pois que é um estado de espírito que carrega em si uma certa indignidade - a tristeza frequenta o grupo das fragilidades humanas. Puro orgulho e falta de senso de oportunidade.
Não seria melhor encarar a tristeza de frente, reconhecê-la e exorcizá-la em tempo de evitar que se cristalize em nosso corpo físico e espiritual?
Penso que, ao mergulhar em nossas sombras, nos habilitamos ao entendimento dos porquês de nossos limites e das tantas repetições de padrões, que já sabemos equivocados e que, volta e meia, nos atiram em queda livre ao fundo do poço.
É preciso ter coragem para ficar triste...
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