sábado, 12 de fevereiro de 2011

cores

O vento bate a porta e não me engana mais
A decoração branca não me satisfaz
Eu queria estar no seu lugar
Mas não estou

Acham que enlouqueci
Perguntam de você pra mim
Eu tento dizer que está tudo bem

Estou igual vivendo o irreal
Perguntei do final pras flores
As flores são parte do total
Já se tornou banal
Me sentir mal, me sinto mal!

As cores lá fora me disseram pra continuar
Elas me disseram pra continuar (Eu já superei)
Mas eu queria suas mãos nas minhas
Revelar as fotos que tiramos e ninguém sabia
Da sua partida (Da sua partida)

E se foi
Se jogou num mar aberto de ilusões
E as ondas te acertaram como eu planejei
Eu exagerei

Um sentimento tão forte
Eu sei que tive sorte
Aquilo não era o que eu sou
Agora eu sei muito bem quem sou
E o que me tornou

Tão igual vivendo o irreal
Perguntei do final pras flores
As flores são parte do total
Já se tornou banal
Me sentir mal, me sinto mal!

As cores lá fora me disseram pra continuar
Elas me disseram pra continuar (Eu já superei)
Mas eu queria suas mãos nas minhas
Revelar as fotos que tiramos e ninguém sabia
Dessa sua partida (Da sua partida)

(Tudo que eu penso parece que é você
Eu tento, luto, venço, mas não vou esquecer)

Tudo que eu falei te fazia chorar
Não te ouvia falar
Só te peço perdão
Hoje canto pra que ouça dos céus que eu não
Duvidei do amor

Tão igual, vivendo o irreal

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Isadora ♥


































Deixe de ser quem era e se transforme em quem é (...)



Sempre é preciso saber quando
uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo
necessário perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos
viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o
nome que damos o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se
acabaram. Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode
dizer para si mesmo que não vai dar mais nem um passo enquanto não entender as
razões que levaram certas coisas que eram tão importantes em sua vida, serem
subitamente transformadas em pó. As coisas passam e o melhor que se faz é
deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante destruir
recordações.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do
mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração, e o desfazer-se de
certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com
cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que
devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio,
que entendam seu amor. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que
não são aceitos, decisões que sempre são adiadas em nome do 'momento
ideal'.Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo. Diga a
si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se: um hábito não é uma
necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba,
mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era e se transforme em quem é (...)

Mãe Pai




Quero com muito carinho, consideração e conhecimento de causa, refletir sobre as mães solteiras. O que me leva a escrever sobre este tema é a situação que muitas ficam após a desilusão amorosa ou qualquer motivo que seja que as levaram a permanecer sozinhas sem seu companheiro. Por outro lado, disse que tinha conhecimento de causa. Sim, pois, eu mesmo sou filho de mãe solteira.

As mães solteiras sofrem duplamente. Primeiro, sentimentalmente. A fragilidade da alma feminina é notória. A Bíblia mesma afirma isso (1 Pe 3.7). Todo homem deveria ter isso em alta consideração. A mãe solteira não encontra o suporte emocional necessário diante do fato de que estará só a criar o filho, fruto do relacionamento que faliu. Em segundo lugar, economicamente. Muitas realmente ficam na rua da amargura, no que tange aos meios para sustentar-se e a seu filho. Então, como usualmente acontece, ela precisa atirar-se ao mercado de trabalho, muitas vezes sem ter uma profissão ou com os estudos incompletos, e aí estará trabalhando muito, com jornadas extensas e com uma remuneração indigna. Enquanto isso, a criança estará sendo criada por outras pessoas, quando o ideal seria em uma família funcional, pai e mãe, numa harmonia realizável (eu disse harmonia, não disse perfeição, pois somos pecadores) conforme o desejo de Deus (Gn 1.26-28; 2.24).

Claro que muitas mulheres nesta condição conseguem sobressair-se e superar a dor de estarem sozinhas com um filho pequeno. Com muito esforço, podem galgar posições profissionais melhores e criar muito bem a seu filho. Mas meu foco está direcionado para aquela que sofre muito nesta condição. De sofrer todos os dias pela falta de um companheiro ideal, de um marido exemplar e amargurar por ter se entregado a alguém que somente a enganou, que a despojou em seus sentimentos. Que usou-a e depois, como um material descartável, lançou-a fora impiedosamente.

Sei lá o porque que escrevo isso, mas tem dias que isso me mata, me machuca, e ter como desabafar me ajuda, sei que ninguém é perfeito e todo mundo errou na vida, mas sei também que mesmo sendo tão difícil, isso vai me ajudar a crescer como pessoa, e cada dia me ajuda mais e mais, só queria poder um dia deitar em paz, sem esse medo que me atormenta.

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar

Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar

Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento

Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar

Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento

Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento

Palavras apenas
Apenas palavras pequenas
Palavras


Para que usar o termo família
Em um lar que não existe alegria
Apenas sofrimento e discórdia
Noite á noite dia á dia
O pai briga com o filho
A irmã briga com o irmão
A mãe chora em um canto
Com a dor de uma
Inevitável separação
Porque ou para que
Tanta desunião
Em uma casa que deveria
Existir amor e compaixão
Uma semente de amor
Que um dia DEUS plantou
Mas não foi cultivada
E dela o mau se apoderou
Esse é mais um golpe
Terrível da vida

Tentar fazer o bem, tentar conversar, tentar fazer tudo para todos, e não ter nada em volta, não ter nem a paz de poder chegar me casa e ter com quem contar ou conversar, eu só queria poder ter um família normal, mas nunca foi assim, e o medo de andar sozinha cada dia que passa está maior...mas não tenho opção, apenas continuo o caminhando.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dom Quixote


Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
Peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra,
Vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
Grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
Por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

Tudo bem... Até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Muito prazer... Ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

Música, amor e flores


A flor-de-lótus é aquela que tem as raízes na lama mas mantém suas pétalas impecavelmente brancas. Ela precisa dos nutrientes que estão na lama para florescer. Isto é desapego, estar perto do que você mais desejaestar livre e usar isso para fazer você crescer. Aquela pessoa, que agora está perto de nós, é talvez o melhor professor que poderíamos ter, se fossemos capazes de ver o nutriente na sua presença.







Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.

AMOR PRÓPRIO





Vou me livrar de tudo que não for saudável...

pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me colocar para baixo...

De início, pode parecer egoísmo.
Mas isso se chama AMOR PRÓPRIO !!!!


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Dejá Vù


Tenho medo de que esteja acontecendo outra vez, de acreditar e depois me arrepender. Para quem é guiado pelo que sente, é comum esperar o melhor do outro, e, muitas vezes, se decepcionar. Isso machuca, caleja, mas não imuniza. Prova disso é que novamente luto contra o que não quero ver, e fecho os olhos para as evidências de um replay.




Imagine-se vivendo em um mundo impecável

Com uma família perfeitamente feliz
Você se diverte com suas irmãs, brinca com seu pai
Corre com seu cão, recebe os afagos da sua mãe
E quando acorda no meio da noite, com pesadelos
Seus pais estão lá pra lhe proteger.


Imagine seu mundo desmoronando
Discussões, lágrimas, aflição
Separação
Caindo num doloroso abismo...


Imagine um anjo
Alguém que lhe tire do vazio e lhe faça sorrir
Mesmo quando tudo em volta é tristeza
Como um abrigo no meio da tempestade, um bálsamo
O seu amigo-anjo.


Imagine amá-lo, como nunca antes
E ele ser a luz que lhe guia, sua estrela
Ele, que lhe tirou dos destroços
É o mesmo que lhe mostra um novo mundo.


Agora, imagine perdê-lo
Rápido como em queda-livre
Como quem desliga um interruptor
E lhe rouba a luz.


Sobre a ferida, outra vez o ferro
Outra vez a dor.


:(

Vozes


Necessito de um escape para minha cabeça, algum tipo de válvula que, quando acionada, possa me esvaziar a mente... Mas, como não possuo nada do tipo, restam-me apenas as palavras, e é delas que farei uso.
Eis a minha pessoa em mais uma madrugada insone. Mas não se engane, caro leitor: não há silêncio.
Várias vozes me atormentam, vindas, creio eu, da minha memória. Algumas que escuto diariamente, outras que quase não recordo mais. Mas todas juntas, numa mistura louca que me embaralha os pensamentos. Quase todas clamam meu nome, nas mais díspares formas, de modo que me trazem à tona os momentos reais em que foram proferidas.
Dentre elas, há uma em especial. Esta se repete exaustivamente, como se me convidando a mergulhar nas suas profundezas. Não é sadio, porém, que eu aceite o seu convite tão tentador, pois as lembranças que lhe acompanham são tão maravilhosas que chega a ser doloroso o fato de terem partido.
Mas deixe-me ceder apenas mais uma vez...
O vento de abril é nossa única testemunha, e respiro fundo para esconder o acelerar do meu peito. Tão perto, tão avassaladoramente perto... Deita a cabeça no meu colo, e sinto meus dedos se enrolarem aos seus cabelos. Ambos sabemos que pertencemos um ao outro, mas nenhum de nós tem coragem de admitir. Passa-se o que me parece uma eternidade. De súbito, você levanta a cabeça, sorri e diz meu nome.
O vazio se contorce dentro de mim, trazendo-me à realidade. Cedi mais uma vez, e um arrepio de saudade percorre meu corpo. Doloroso, porém familiar.

A saudade vicia. E a lembrança de um amor também.
Paula Braga.

Despedida





Por mim, e por vós, e por mais aquilo que está onde as outras coisas nunca estão, deixo o mar bravo e o céu tranquilo: quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.


A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração, sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam, calar-me para ouvir, aprender com meus erros,afinal, eu posso ser sempre melhor!
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar,a abrir minhas janelas para o amor.E não temer o futuro,A lutar contra as injustiças.Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade.
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar.

Cansaço ou Tristeza?



Pois é, tem dias que um certo cansaço nos toma de tal forma que não há como evitar aquela expressão quase trágica que vai se desenhando no corpo físico, somando traços - vincos - ao desenho dos tantos outros cansaços vividos.
É o cansaço de tristeza, está tudo dito ali naquela máscara compulsoriamente colada ao rosto, em corpo de contornos opacos, como que roubado de energia vital.
Uma tristeza evidente que tentamos negar, pois que é um estado de espírito que carrega em si uma certa indignidade - a tristeza frequenta o grupo das fragilidades humanas. Puro orgulho e falta de senso de oportunidade.
Não seria melhor encarar a tristeza de frente, reconhecê-la e exorcizá-la em tempo de evitar que se cristalize em nosso corpo físico e espiritual?

Penso que, ao mergulhar em nossas sombras, nos habilitamos ao entendimento dos porquês de nossos limites e das tantas repetições de padrões, que já sabemos equivocados e que, volta e meia, nos atiram em queda livre ao fundo do poço.

É preciso ter coragem para ficar triste...




ARMA-uma zÁs outras.

"...então nos punimos em nossa delícia, o amor atinge raso e fere tanto, nu a nu, fome a fome, não confiscamos nada e nos vertemos..." Drummond

Em vez de sugerir, quero resurgir um pensamento que há todo sempre existe sobre nosso estado obcecado de ter. De uma moitinha alimentícia que pôde virar horta, da criança que ganhou um sobrenome pelo super-mercado luminoso, vem chegar fresquinho ao domínio público como único viés de vida: Viver para Armazenar. O pai armazena o filho que armazena a mãe que armazena a família. O trabalho que armazena o aluguel que armazena a parede e armazena o ar. A cerca que armazena a comida que armazena até que azeda. O ciúme e a inveja que armazena a posse que armamenta em grades grandes o amor. Armas letais­­­­ do cotidiano são todos lutando para possuir algo. Ninguém está somente trabalhando, somente namorando, casando, estudando. Está todo mundo nessa guerra de santos e bonzinhos. Assustando-se como os papéis podem se inverter. E se compete no privado e no público porque é possível um dia armazenar poder e status/, vagina e criança/, terra e juiz. Hoje em dia com os novos armazenamentos virtuais, temos uma novidade de senhas, documentos e personalidades, que gerações atráz não tinham. Armazenamos tudo que é possível furtar, comprar, persuadir, conquistar. Fazemos isso porque somos donos da palavra "MEU" ou só porque queremos ser donos mesmo. Até o discursso onde usamos o "nosso" muitas vezes estamos se re-ferindo unicamente a si próprio. Armazenamos fazendo as trocas mais malucas que macaco nenhum faria para comer. "Eu abandono minha vida sexual para viver só com você"."Eu abandono o prazer de ver um dia nascer para pegar trânsito e ser um bom funcionário". "Eu deixo minhas fantasias, para um dia ganhar férias"... e assim vai entre muitos outros abandonos. O problema dessa troca revesada se tornar um acúmulo inerte de desejos reprimidos é dela se auto-dosar com outras mentiras para consigo mesmo. Um dia vem o surto da dona de casa, do adolescente, da criança, do pai de família e se você já armazenou em algum lugar o cartão do terapeuta-amigo-psicólogo,
ou uns remédinhos, ou uma fuga ligeira em um bordel, você escapa com algum lazer. Tudo para existir precisa-se manter no cúmulo da regra onde tudo se acumula e para isso armazenamos MAIS, menos amor. O amor é vadio e não tem dono. Tão pouco escolhe, harmoniza. Tão pouco escraviza, esvazia, troca, preenche. Que loucura foi acreditar que devíamos continuar a viver estáveis, quando já haviamos descobertos todos meios de locomoção pelo planeta? Que fantasia se moldurou feito contrato, futebol e aço, que dois times jogam, um perde outro ganha, um país explode, o outro grana. Trocar termos como escravo por dignidade, prazer por pecado? Um estress geográfico de ocidente a oriente, da coxa a barriga, na cintura dos trópicos, por todos os lados a inter-sexy-net lucrando junto dos canais populares. A monogamia já lembra monotomia por conta de que todos monogâmicos acostumam a ficar muito tempo com suas companhias, traindo ou não. Alguém tem que tirar a Cruz que colocaram no prazer! Quem brinca comigo? Menos Cristo, antes dele, com um pouco de esforço quase todo mundo! É que fica díficil fazer um rápido comentário desse porque no momento em que o Patriarcado começa a posar sombra pelo planeta, tudo fica mais confuso em relação a liberdade sexual, visto que a maioria das organizações antes de Cristo, egípicias, gregas e romanas já mantinham classes de prostitutas e mulheres já eram vistas como escravas, já existia adultério com penas absurdas e meus caros amigos eles falharam: alguém assinou o divórcio. A era Cristo vem consolidar de fato todo o reprimir e espalhar guerra, comércio e terror por muitos séculos de incompreensão. Com ele não dá para transar, ter prazer, os pais dele nunca transaram! No Vaticano só tem santo sério! Na Índia só Gurus ricos e risonhos. Atualmente, 2011, só para forçar democracia perante o autoritarismo da Palavra Sagrada, para felicidade da reformulada Igreja, quem mais luta e crê e quer ser um membro de família, casado e respeitado são os homosexuais. E esse anel que brilha tristesa, as promessas que romanciam os anos, o tédio disfarçado... nos faz continuar adolescentes buscando algo como algodão doce, algo que dure "para sempre" lotado de conservantes, para armazenar e guardar até o mofo. Recebendo a herança de tudo aquilo que a Igreja tentou queimar amamentando mimado o capitalismo que trocou enteógenos por dizímos, livrarias doutrinárias e farmácias(drogarias), percebe-se hoje que pela nossa educação duas falhas foram "fetais", quer nos deixando faltar duas coisas, ou reprimindo de existir duas de nossas maiores potências: o contato com as plantas naturais e o sexo livre. Foi sempre necessário doutrinar doque permitir fazer por si. Foi sempre na base do não doque do sim. É assim, todo mundo toma conta de você caso você queira participar. Ou todo mundo dá ausência de ti caso você negue estar ou simplesmente aceite ser leal a você. Nesse embate coletivo duas almas sempre se aprisionam e muitas das vezes extendem essa prisão, geração por vestidos de noivas, por vinhos de rolhas, por bodas, e botas e bodes de sobrenomes... A maior irônica contradição talvez seja que no fim das contas dos meses que passam, as pessoas se fecham em relações, criam suas propriedades e problemas, delimitam a escolha do corpo e vivem, sobre luz acesa, aquele instinto mais livre, que odeia e não suporta qualquer tipo de CERCA! Tem uma sadomia, um medo, um vilão que os fazem trabalhar sem querer, viver sem ter prazer, sorrir sem achar graça, para um futuro, um dia, uns momentos que compense o sacrifício, a responsabilidade e a devoção. E você só recebeu o que os outros deixaram e só vai deixar, para que outros possuam mais tarde um molde para remodelar. Um ciclo de armazenamento dentro de muitos círculos e propagandas feita para dominar o desejo humano e para oprimir oque for potência de causar desordem nesses pequenos sistemas cotidianos. ...Capengo demais, frouxo me guardo, tão molenga para esse negócio de ser macho e responsável, carrego comigo algo com um balanço no gingado.... que se não é golpe, não é estado. Se for comum, muito obrigado! Agora a gaivota canta. Uma noite pode parecer um túnel atemporal. Um simples acontecer e agente muda. Sustentamos essa saudade entre os segundos que o inimigo ganha, sem um brinde nosso, sem um sorriso honesto dele, uma força, mil amores e neste rastro, esta vida, meus amigos.

Escuridão...

Desde criança tenho medo de ser trancado em um cômodo sem luz e sem janelas, abafado e silencioso. Coisas da minha imaginação. Quem me conhece sabe que esse continua sendo o maior medo da minha vida.

O problema é que cada dia que passa sinto-me mais próximo desse cômodo. Há tempos ando agoniado com as pessoas, todas elas. Essas pessoas estão transformando o tempo e o espaço em algo irreversível.

No momento em que escrevo esse texto, tenho apenas 21 anos, não vivi praticamente nada, mas tenho punho para falar do que me aflige.

Percebo que estamos caminhando para um outro mundo cada vez mais subjetivo. Hoje dificilmente vejo as pessoas se cumprimentarem. Inclusive, quando embarco num ônibus e lanço um bom-dia, noto que o motorista e o cobrador se surpreendem com esse ato. Perderam o costume, agora estão armados de palavras rudes para acertar na cara daqueles que não reconhecem que a culpa das más condições do transporte público não é deles.

A mesma coisa acontece com funcionários públicos do setor de saúde que trabalham de mau humor. Chego a repetir duas ou três vezes o cumprimento, para eles entenderem que ainda somos seres humanos. E, mesmo quando o cumprimento é retribuído, ainda falta aquela coisa de olhar nos olhos.

socorro.